O Ruanda reforçou as medidas de vigilância e prevenção contra o Ébola, um mês após o início do mais recente surto da doença na República Democrática do Congo (RDC), apesar de ainda não ter registado qualquer caso no seu território.
Segundo a Africanews, o ministro da Saúde, Daniel Ngamije Nsanzimana, afirmou que o reforço da vigilância é essencial para reduzir os riscos de transmissão transfronteiriça.
“Mesmo que não haja Ébola no Ruanda, continuarão a existir actividades transfronteiriças. Quanto mais tempo o vírus permanecer nas nossas fronteiras, mais afectará as economias e a vida diária”, sublinhou.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto já provocou 808 casos confirmados e 192 mortes na RDC.
No Uganda, foram registados 19 casos e duas mortes. No entanto, o país completa dez dias sem novos casos, um dado considerado encorajador pelas autoridades sanitárias.
Apesar disso, Daniel Ngamije Nsanzimana alertou que a província congolesa de Ituri continua a ser o epicentro do surto, com novos casos a serem notificados diariamente.
Representantes da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) também manifestaram preocupação com a evolução da epidemia. O director de operações da organização, Bruno Michon, advertiu que “o pico não está atrás de nós, mas à nossa frente”, estimando que o surto poderá prolongar-se por cerca de um ano.
