O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu hoje manter a taxa de juro de política monetária, conhecida por taxa MIMO, em 9,25%, mas agravou o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional, justificando a medida com o aumento das incertezas inflacionárias associadas ao conflito no Médio Oriente.
Numa conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, depois da reunião ordinária realizada em Maputo, o banco central anunciou o aumento do coeficiente de reservas obrigatórias para os passivos em moeda nacional de 29% para 39%, mantendo em 29,5% o rácio aplicado aos passivos em moeda estrangeira.
Segundo o CPMO, a decisão visa “absorver a liquidez excedentária no sistema bancário”, considerada susceptível de gerar maiores pressões inflacionárias.
