O Governo moçambicano elevou para 545 o número de cidadãos nacionais repatriados da África do Sul na sequência da recente vaga de violência xenófoba registada na província do Cabo Ocidental. Ao mesmo tempo, confirmou a morte de dois moçambicanos no incêndio que destruiu um hotel em Nova Deli, na Índia.
A actualização foi feita esta quinta-feira pelo Ministro da Saúde, Hussene Isse, durante uma conferência de imprensa convocada para apresentar o ponto de situação das duas ocorrências que mobilizam actualmente as autoridades moçambicanas.
Segundo o governante, a operação de assistência aos cidadãos que regressam da África do Sul continua em curso e envolve diferentes instituições do Estado.
“No âmbito da nossa resposta humanitária e de protecção dos cidadãos nacionais, o Governo de Moçambique continua a trabalhar nesta operação que iniciámos desde que tomámos conhecimento dos actos xenófobos na África do Sul, principalmente na assistência humanitária e no encaminhamento dos compatriotas moçambicanos repatriados a partir da província do Cabo Ocidental”, afirmou.
De acordo com os dados actualizados, até ao momento foram recebidos no posto fronteiriço de Ressano Garcia 545 cidadãos moçambicanos, dos quais 441 homens e 104 mulheres. Entre os repatriados contam-se ainda 63 crianças e três idosos.
A maior parte dos regressados foi encaminhada para a província de Gaza, que acolheu 337 cidadãos. A província de Maputo recebeu 105 pessoas, Inhambane 78, a cidade de Maputo 17 e Manica oito.
O ministro explicou que todos os cidadãos beneficiaram de assistência integrada prestada pelas autoridades nacionais.
“À chegada ao território nacional, todos os repatriados beneficiaram da assistência integrada prestada pelas instituições do Estado, incluindo registo migratório, triagem e acompanhamento de saúde, alimentação, distribuição de lanches para viagem e encaminhamento para os respectivos meios de transporte. Importa destacar que toda a operação decorreu de forma ordeira, segura e coordenada”, declarou.
O Governo confirmou igualmente que cerca de 150 moçambicanos continuam acolhidos em centros temporários nas localidades sul-africanas de Mossel Bay e Hermanus, enquanto decorrem avaliações sobre eventuais necessidades adicionais de assistência ou repatriamento.
As autoridades moçambicanas mantêm contacto permanente com os cidadãos afectados e com as entidades sul-africanas responsáveis pelo acolhimento.
“As autoridades moçambicanas mantêm um contacto permanente com estes compatriotas e com as autoridades sul-africanas, estando a avaliar as necessidades existentes e a preparar eventuais operações adicionais de assistência e repatriamento, caso seja necessário”, disse Hussene Isse.
O ministro aproveitou ainda para agradecer o opapoio prestado pelas autoridades sul-africanas aos cidadãos moçambicanos deslocados.
